Memorial de Aires (1908) é o último romance de Machado de Assis, e o segundo atribuído ao último dos seus autores ficcionais, o conselheiro Aires, diplomata aposentado que já aparecera no romance anterior, Esaú e Jacó (1904). Aqui, encontramos o diário do conselheiro nos anos de 1888 e 1889, curso de anotações em que Aires segue e comenta sobretudo a vida do velho casal Aguiar e as peripécias da peculiar relação com a bela viúva Fidélia e o jovem Tristão. Ainda digressivo e irónico, vive mais da escrita do que do enredo, magistralmente tecido sem tensões nem conflitos. Prevalece a melancolia sobre a galhofa, mas sempre num tom de serenidade e com uma agudeza que fazem de Memorial de Aires um dos mais belos testemunhos da velhice da literatura em língua portuguesa. Esta edição pretende reanimar um romance e um autor de enorme qualidade e importância para as literaturas de língua portuguesa, fazendo-o com a qualidade e fidelidade a que os Livros Cotovia habituaram os seus leitores.
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Nace en 1839 en una barriada miserable de Río de Janeiro, cuando Brasil, como na-ción independiente, tenía tan sólo diecisie-te años de vida. Río era entonces poco más que una aldea. Hijo de obrero, Machado de Assis fue autodidacta, y su historia está íntimamente vinculada a la del nacimiento y vertiginoso desarrollo de su país. Hizo un poco de todo hasta conseguir un puesto como tipógrafo de imprenta. Desde la publicación de su primer poema en 1855 hasta su muerte en 1908, fue ascendiendo poco a poco a los más altos cargos adminis-trativos del Ministerio de Agricultura. En 1897, fue elegido presidente de la recién creada Academia Brasileña de Letras. Anti-clerical, escéptico–por su origen–ante to-do tipo de jerarquías, introvertido, sarcás-tico y ambicioso, Machado de Assis ha expresado en sus obras sus ideas sobre la sociedad de su tiempo. Las más importan-tes son: Papéis Avulsos (1882), Quincas Borba (1891) y Dom Casmurro (1899).