Terça-feira, 14 de julho do ano da graça de 1789, 5 horas da tarde, uma soirée de fumaça e gritos, o pau comendo solto na Bastille, onde uma ex-freira está parindo Jeannette e onde Marie está morrendo... Na Vila Nova da Eira-ao-Pé-de-Vento, numas curvas do Douro, a Senhora Dona Maria João e seus diamantes... No Marais, em Paris, na mansão da rue du Pas de la Mule, o casal Joaquim e Anton Abschner, pintores de nomeada, e Adelaide e o pequeno Yoachin e a agora já Mademoiselle Jeannette-Françoise-Marie Dupain, logo às voltas com o bombeiro Mr. Louis-Philippe Feufollet, o Loulou das quebradas, e seus enroscos com a dançarina indiana Shakuntalá à Paris e a horizontale Blanche dAntigny. E se sucedem os eventos da Comuna de 1848, os prussianos de 1870, o deslizamento do trem em Montparnasse, a aparição da Virgem Imaculada Conceição, a aparição do elefante da Bastille, aquele elefante branco de Napoleão... A cozinha encantada de Rachella no Vecchio Ghetto da Serenissima Veneza... A Cólera, a morte em Veneza... Outro acidente de trem, agora em Turim... E a grande prima-dona La Patti, que também habitou frases de Balzac, Machado de Assis, José de Alencar e Eça de Queirós antes de sua soirée encantada para os italianos de uma fazenda de café onde partiu com dois filhos de um Francisco, seu parente por ali estacionado.... E tem Zia Fifine e seu Struccio, que só se hospedavam em hotéis chamados Bologna e misturavam a mozartiana Flauta Mágica com a felinniana La strada com apimentadas bananas josephinebakerianas em números de variedades para ganharem a mesmice da vidinha de sempre enquanto não se chega a Santos, Bauru, Dois Córgo, Marília, Iacri, Tupã... E os dinossauros, o Peabiru, o Aquífero Guarani, agora sem trema... e o cavalo de ferro soletrando o alfabeto rumo à Alta Paulista... Mas por enquanto já há uma pequena multidão naquela Vila Nova, no Vecchio Ghetto, na shtetl da Pas de la Mule... e tem um recenseamento geral às páginas 95-96 para colocar muitos deles em navios que vão navegar para o Sul, para os cafezais, um outro acidente de trem, um outro elefante, o do Ringling Brothers Circus, agora estrebuchando no incêndio do bordel da zitaliana Juanita la espanholita no interior do estado de São Paulo, e a ferrovia avança matando índios e queimando a mata e o mundo gira gira e a lusitana roda roda até que uma arca para para... no canteiro central de uma praça da cidade grande... A vida é um mar sereno, algumas vezes...
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Carlos Fonseca (Madrid, 1959) es periodista y escritor. Ha trabajado en los diarios Ya y El Independiente, la revista Tiempo y los digitales El Confidencial y Vozpópuli, y ha sido colaborador en RNE, Onda Cero, la radiotelevisión vasca EiTB, La Sexta y otros medios escritos, como El País, tintaLibre y eldiario.es. Ha impartido también conferencias sobre periodismo y memoria histórica. Como escritor es autor del bestseller Trece rosas rojas (2004), llevado al cine por el director Emilio Martínez Lázaro en 2007, Mañana cuando me maten (2015), Tipos infames (2014), Luz negra (2011), Tiempo de memoria (2009), Rosario dinamitera (2006), Garrote vil para dos inocentes (1998) y Negociar con ETA (1996).