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Messalina

romance da Roma antiga

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Sinopsis

"Se voce perguntar sobre a veracidade dos fatos aqui narrados, primeiro saiba que, se eu não quiser, não responderei […]. Tudo o que então ouvi, anuncio com certeza e clareza", escreveu Sêneca, no século IV a.C., em sua Apocoloquintose do Divino Cláudio, uma sátira ao imperador Cláudio (século X a.C.), marido de Messalina, aquele a quem não é permitido dormir. E questionar essa veracidade seria natural. Mas ainda melhor seria imaginar, criar, antropofagiar fatos e mitos num romance de violência e liberdade como este que nos deixou Alfred Jarry. Aqui temos em mãos a primeira tradução brasileira de Messalina, segundo romance da trilogia amor e morte, precedido por O amor absoluto e sucedido por Supermacho.Publicado na França em 1901, Messalina abriu com um chute as portas do século XX. A escrita é alucinante, pantagruélica, modernista avant la lettre, um caleidoscópio delirante, erótico e selvagem, com um vocabulário de especificidade atordoante e uma erudição tão natural como a de um dos nossos, Oswald de Andrade. Ler Messalina é acelerar num carro conversível sem capota, múrrino à mão e dados de osso espalhados ao redor, vendo passar a toda velocidade jardins reais, circos romanos, coliseus e figueiras sagradas sob o eclipse lunar. Roma, anagrama de amor, é um borrão que passa à direita, à esquerda, ao fundo. "Eu sou toda a Cidade!", ela sussurra em nosso ouvido. A filha da domadora, a depravada Augusta, a puta de Suburra, a cadela, a louca, a cortesã fulva, a loba, a Vênus-Imperatriz. A Messalina, nome que virou adjetivo.Vestida em seu traje heroico — nua —, ela nos convida a confarrear com uma pluralidade vertiginosa de homens asiáticos, etíopes, soldados romanos, mímicos-prestidigitadores e a adentrar um lupanar de Suburra, no submundo da cidade do adultério. Os sentidos das frases soam múltiplos, plurais — e o são. A gente pede pra ir mais devagar, mas a escrita não para, não desacelera. A compreensão só pode ser cumulativa, intuitiva, sensória. As imagens em borrão voltarão de assalto para te atormentar e incitar, como flashbacks de uma viagem que fará os menos aventureiros questionarem a veracidade destes ditos fatos. Breve e cataclísmico, Messalina é uma explosão. E como tal, o zumbido desse BUM! vai ressoar em seus ouvidos muito tempo após a leitura.MARIA BITARELLOAlfred Jarry (1873-1907) foi um poeta, dramaturgo, romancista francês, inventor da patafísica – ciência das soluções imaginárias e das leis que regulam as exceções —, de vida breve, intensa, excêntrica e de saúde e corpo frágeis. Um gênio de pés infinitesimais calçando sapatos de mulher.

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Ficha Técnica

Editorial: Iluminuras

ISBN: 9786555190380

Idioma: Portugués

Fecha de lanzamiento: 30/03/2020

Número: À deriva

Especificaciones del producto

Escrito por Alfred Jarry

Alfred Jarry (1873-1907), poeta, dramaturgo y novelista, es sin duda uno de los autores claves para entender la modernidad. Creador de la ‘Patafísica —o ciencia de las soluciones imaginarias—, vinculado generacionalmente al simbolismo, precursor del teatro del absurdo, del dadaísmo y del surrealismo, su obra sigue representando un inagotable arsenal con el que enfrentarse a un presente grotesco. Iniciado en la adolescencia como ejercicio de sátira sobre un esperpéntico profesor de liceo, el ciclo de Ubú es la obra dramática más representativa de Jarry. El personaje, con el que más tarde el autor llegaría a identificarse en su propia vida, se transformó con el tiempo un mito moderno en el que hoy en día continuamos encontrando una caracterización esencial de la época: su grotesca sed de poder, su facilidad para banalizar el mal convirtiendo todos sus actos en una farsa, lo han convertido en modelo no solo de los grandes tiranos, sino de la misma naturaleza del ejercicio de la autoridad en las sociedades espectaculares. Pero lo que en un día pudo parecer exagerado a sus contemporáneos, hoy en día parece, como poco, certero. El siglo XX lo hizo definitivamente suyo, mientras que el presente siglo no ha hecho sino potenciar la sensación de que el propio Jarry pudo quedarse corto al plantear los rasgos más excesivos de su criatura.
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